Procedimentos de segurança – Cofragens e descofragens

13/07/2012 | Biblioteca - Procedimentos segurança








Perigos mais frequentes

  • Queda de pessoas a nível diferente
  • Queda de pessoas ao mesmo nível
  • Queda de objectos por desabamento ou desmoronamento
  • Queda de objectos desprendidos
  • Marcha sobre objectos
  • Choque contra objectos imóveis
  • Pancadas e cortes por objectos ou ferramentas
  • Projecção de fragmentos ou partículas
  • Entaladela ou esmagamento
  • Sobre-esforços ou posturas inadequadas
  • Contactos eléctricos
  • Soterramento, por desabamento do talude adjacente

Causas principais

  • Lay-out da carpintaria inadequado
  • Desarrumação da carpintaria, do armazém e do local de montagem
  • Retirar protecções às máquinas
  • Armazenamento de tábuas e painéis com pregos salientes
  • Trabalho desorganizado (trabalhadores a laborar em níveis distintos, sem protecções contra queda de objectos…)
  • Utilização de meios mecânicos de forma inadequada (utilizar os equipamentos para além das capacidades indica das pelo fabricante…)
  • Utilização de andaimes ou bancadas improvisados ou indevidamente montados
  • Trabalhar em condições atmosféricas adversas;
  • Não utilizar os EPI(s) necessários, nomeadamente, contra quedas em altura;
  • Trabalhadores sem formação e desconhecimento dos riscos.

Medidas de prevenção aconselhadas

  • O tipo de cofragem a utilizar deve ser seleccionado tendo em conta o elemento a ser construído e a envolvente do local onde vai ser construído
  • A madeira e/ou os painéis de cofragem devem ser armazenados em local acessível aos meios mecânicos. O armazenamento deve ser organizado por dimensões, os materiais devem estar correctamente alinhados e, a altura das pilhas não deve colocar em causa a sua estabilidade
  • Devem ser usados meios mecânicos para elevação e transporte das cargas. As suspensões não devem ser feitas por um único ponto e os elementos devem ser conduzidos com recurso a cordas guia
  • Os pregos existentes em madeira usada devem ser retirados ou batidos
  • A equipa que vai executar os trabalhos deve conhecer bem o sistema a utilizar
  • A zona de trabalho deve ser limpa, diariamente e, os desperdícios devem ser acondicionados em local apropriado e enviados periodicamente para o exterior
  • A descofragem deve ser efectuada com recurso a “arranca pregos» ou “pés de cabra» com dimensão suficiente para alavancar as tábuas sem risco de sobre-esforço para os trabalhadores
  • Deve ser colocada uma cobertura tipo telheiro na zona de trabalho com máquinas, assegurando, no entanto, a luminosidade e a ventilação naturais e de modo a permitir a movimentação mecânica dos materiais
  • As bancadas devem ter dimensões que permitam uma correcta estabilização das tábuas, especialmente nas tarefas de corte e uma altura entre os 75 e os 90 cm
  • O espaço da carpintaria de toscos deve ser dimensionado, de forma a que as máquinas disponham, entre si, de espaço suficiente para manusear a madeira sem interferências
  • Os espaços de circulação e operação junto às máquinas devem manter-se desobstruídos, arrumados e limpos de serradura e desperdícios
  • Devem ser colocados extintores na carpintaria junto das máquinas
  • As folhas de corte das serras e serrotes devem ser inspeccionadas diariamente
  • Os painéis devem ter olhais com resistência adequada ao peso dos painéis a movimentar, devendo o seu estado de conservação ser verificado antes de iniciar a sua elevação
  • Na sua recepção, os painéis devem ser posicionados com recurso a cordas guia
  • Deve ser rigorosamente proibido guiar os painéis com as mãos
  • Deve ser proibida a permanência de trabalhadores nas zonas de passagem de cargas suspensas
  • A zona de trabalhos onde se efectua a montagem (ou desmontagem) das cofragens deve ser delimitada e sinalizada, de forma a que os restantes trabalhadores não circulem num local onde possam, potencialmente, ser atingidos pela queda de materiais
  • A subida e descida dos trabalhadores aos elementos cofrados deve ser efectuada com recurso a escadas de mão normalizadas. Para alturas superiores a 6 m, deve ser montada uma escada com patamares intermédios e equipada com guarda-costas e guarda-cabeças
  • As plataformas de trabalho devem ter uma largura mínima de 80 cm, permitir a mobilidade necessária para efectuar o trabalho em segurança e permitir a rápida evacuação no caso de surgir uma situação de emergência
  • Os ferros em espera deverão ser dobrados, cortados ou protegidos
  • O escoramento deve estar dimensionado para resistir aos esforços previstos, com uma margem de segurança de 150%. As sapatas e calços devem ter solidez para resistir aos esforços e os prumos devem estar bem verticais
  • A elevação e montagem de elementos e painéis de cofragem deve ser previamente combinada com o gruista
  • A movimentação mecânica dos painéis deve ser suspensa sempre que sopre vento com velocidade superior a 40 km/h ou que o manobrador não consiga acompanhar, visualmente, a carga durante todo o seu percurso (chuva ou nevoeiro)
  • A montagem da cofragem deve ser realizada numa sequência tal que não permita que fiquem “buracos para trás». Se for necessário deixar zonas por cofrar, devem ser protegidas com guarda-corpos ou redes
  • A desmontagem das cofragens deve ser executada com as plataformas protegidas contra quedas em altura. Em situações que não seja possível manter as protecções colectivas, os trabalhadores devem usar arnês anti-queda, amarrado a um ponto com solidez adequada
Procedimentos de segurança e gestão de obra

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