Procedimentos de segurança – Escavações

03/07/2012 | Biblioteca - Procedimentos segurança








Perigos mais frequentes

  • Queda de pessoas a nível diferente
  • Queda de pessoas ao mesmo nível
  • Queda de objectos por desabamento ou desmoronamento
  • Queda de objectos desprendidos
  • Marcha sobre objectos
  • Choque contra objectos imóveis
  • Pancadas e cortes por objectos ou ferramentas
  • Projecção de fragmentos ou partículas
  • Entaladela ou esmagamento
  • Capotamento de máquinas
  • Sobre-esforços ou posturas inadequadas
  • Contactos eléctricos
  • Explosão por interferência com redes técnicas
  • Incêndio
  • Exposição ao ruído
  • Exposição a vibrações
  • Exposição a substâncias tóxicas ou nosivas
  • Inundações

Causas principais

  • Falta de preparação do trabalho, nomeadamente, existência de infra-estruturas enterradas e tipo de solo
  • Não respeitar os taludes naturais
  • Sobrecarregar os topos dos taludes
  • Não vigiar e sanear os taludes
  • Entivação inadequada ou insuficiente
  • Topo dos taludes sem protecção (contra quedas em altura)
  • Trabalho desorganizado
  • Não manter os caminhos de circulação em estado adequado para a circulação
  • Não definir e sinalizar caminhos de circulação com largura suficiente para a circulação segura de camiões e peões
  • Trabalhar em condições atmosféricas adversas
  • Não delimitar e sinalizar a zona de trabalhos e não controlar as entradas nessa zona
  • Não respeitar as limitações das máquinas, indicadas pelos fabricantes
  • Utilização de meios mecânicos de forma Inadequada (para arrancar elementos construtivos ou utilizar os equipamentos para além das capacidades indicadas pelo fabricante…)
  • Trabalhadores sem formação e desconhecimento dos riscos.

Medidas de prevenção aconselhadas

  • Antes de iniciar qualquer trabalho deve-se efectuar o levantamento do tipo de terreno (talude natural, coesão, níveis freáticos, teor de humidade, estratificações, escavações ou aterros anteriores…), proximidade de construções (e suas fundações) ou outras estruturas, proximidade de fontes de vibrações, (estradas, fabricas…) e proceder ao levantamento de todas as Infra-estruturas aéreas e subterrâneas (localização e profundidade exactas) e, solicitar às entidades exploradoras o seu desvio, caso se encontrem na zona de influência da escavação; se tal não for possível, deve-se efectuar um planeamento cuidado do trabalho porque, nesta situação as concessionárias vão exigir datas e horas para efectuar os cortes
  • No caso de surgir um cabo eléctrico ou uma tubagem de gás, não assinalados nas plantas, os trabalhos devem ser suspensos, de imediato, até à chegada de um responsável da entidade exploradora
  • Devem ser construídos acessos separados à escavação, para pessoal e para veículos
  • Só deve utilizar máquinas homologadas
  • Os veículos e máquinas usados devem ter a sinalização luminosa e acústica de marcha-atrás em bom estado de funcionamento
  • Deve ser rigorosamente proibido todo e qualquer trabalho ou a permanência de trabalhadores no raio de acção das máquinas
  • Devem ser definidos e devidamente sinalizados, caminhos de circulação com largura suficiente para evitar o choque frontal de veículos
  • Os caminhos de circulação devem ser mantidos em bom estado, tapando covas e irregularidades e compactando as zonas moles (se necessário, com toutvenant ou detritos de pedreira)
  • Devem ser devidamente entivadas, todas as frentes de escavação cujo talude tenha ângulo superior ao do talude natural
  • Devem-se impedir as infiltrações nos taludes através de covas e regueiras da superfície, construindo drenos; colmatando e compactando covas susceptíveis de se transformarem em charcos e obturando fissuras superficiais com terra compactada
  • Deve, sempre que possível, evitar-se a acumulação de lamas
  • Se a escavação atingir o nível freático, deve-se proceder à drenagem permanente das águas e à vigilância dos taludes
  • Se a escavação for efectuada em zona de aterro, deve-se verificar o estado de compactação dos solos e a escavação deve ser executada por pequenos troços (em extensão e profundidade)
  • Se existirem árvores na zona de influência da escavação, deve-se proceder ao corte ou estabilização das que se encontrem junto ao coroamento dos taludes
  • Se existirem edificações, muros em alvenaria ou betão ou postes, devem-se escorar ou recalçar todos os alicerces/maciços susceptíveis de serem afectados;
  • Deve ser vigiada, diariamente, a resistência dos taludes, especialmente se o solo apresenta fissuras ou estratificações (descontinuidades) muito acentuadas ou se estão previstas grandes amplitudes térmicas no decurso da escavação. Se for necessário proceder ao seu saneamento, os trabalhadores que executarem a tarefa devem usar arnês anti-quedas
  • Se existirem estradas ou caminhos de circulação de veículos, próximas da frente de escavação, deve-se exercer uma vigilância diária sobre a resistência do talude e instalar sinalização rodoviária, a avisar da circulação e manobra de máquinas e viaturas. Se a intensidade do tráfego o justificar devem ser estudadas limitações de velocidade
  • Se o tráfego o justificar, devem ser utilizados «sinaleiros» nos entroncamentos com as vias públicas
  • Se existirem pedras de grandes dimensões encastradas nos taludes, devem-se tentar desprender. Se parecerem estáveis, verificar diariamente as suas condições de equilíbrio
  • A altura das banquetas deve ter em conta os meios disponíveis no estaleiro para executar o seu saneamento em segurança
  • Nos trabalhos de saneamento com alavancas ou escombreiras, os trabalhadores devem usar protecção anti queda, para o caso da ferramenta escapar ao exercer a força, ou a pedra ceder inesperadamente
  • Se houver necessidade de aproximar máquinas ou camiões do coroamento dos taludes (para carregar ou descarregar, por exemplo), devem ser colocados batentes a uma distância mínima de 2 m
  • O coroamento dos taludes que se situem junto a caminhos de circulação (da obra ou outros), devem ser protegidos com guarda-corpos, colocados a dois metros do bordo
  • Deve ser rigorosamente proibido trabalhar junto a taludes (especialmente na parte de baixo) abertos recentemente e que ainda não tenham sido saneados
  • Deve-se dotar a escavação de meios de acesso adequados
  • Deve-se ter atenção à possível acumulação de gases dos escapes, mais pesados que o ar, no interior da escavação.

Escavações em valas e trincheiras

  • Devem ser entivados todos os taludes de valas e trincheiras cuja profundidade ultrapasse 1,20 m. A entivação deve ser adequada ao tipo e condições do solo, grau de humidade e possíveis sobrecargas.
  • A entivação deve ser reforçada em todos os locais expostos a vibrações de tráfego ou onde exista o risco desmoronamentos, derrube de estruturas ou de vegetação de grande porte
  • Não devem ser deixados vazios entre as tábuas de entivação e o terreno. As tábuas devem ser bem apertadas por cunhas contra os prumos e as cintas. O espaçamento entre as cintas deve ser adequado ao tipo e condições do solo
  • A desmontagem das entivações em terreno pouco coeso deve ser efectuada com os trabalhadores fora da zona de perigo, ,as peças devem ser atadas com cordas e puxadas de fora da zona que vai ficar desprotegida
  • As escavações efectuadas em locais com infra-estruturas podem ser executadas com meios mecânicos até 1 m das condutas, com martelos pneumáticos até 0,50 m das condutas e, a partir desta distância, devem ser executadas com ferramentas manuais
  • Nas escavações com ferramentas manuais, os trabalhadores devem manter entre si uma distância mínima de 3 m
  • Em valas ou trincheiras com profundidade superior a 1,50 m devem ser instaladas escadas de acesso espaçadas entre si de 15m, no máximo
  • Os produtos de escavação não devem ser depositados a menos de 0,60 m do bordo superior da vala. Neste espaço não deve ser permitida a deposição de quaisquer materiais e deve ser interdito o trânsito de pessoas e veículos.
Procedimentos de segurança e gestão de obra

Procedimentos partilhados por:

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