Critérios de medição de cantarias

31/12/2021Critérios de medição

19.1 – Regras gerais

  1. Em geral as medições de cantarias serão individualizadas nos seguintes sub-capítulos:
    1. cantarias de pedra natural;
    2. cantarias artificiais.
  2. As medições serão realizadas de modo que os elementos com as mesmas funções construtivas sejam individualizados e descritos, em rubricas próprias, de acordo com as suas principais características, nomeadamente:
    1. natureza e qualidade da pedra ou material artificial;
    2. formas geométricas e dimensões;
    3. acabamento dos paramentos vistos;
    4. modos de assentamento e ligação, composição e dosagem dos ligantes.
  3. Em regra, as medições englobarão todas as operações relativas à execução dos trabalhos, nomeadamente: fabrico, fornecimento, carga, transporte, descarga, assentamento e montagem e desmontagem de andaimes e cimbres.
  4. Sempre que conveniente, as operações da alínea anterior poderão ser separadas em rubricas próprias.
  5. Regra geral, a medição dos perfis (elementos prismáticos) de cantaria será realizada de acordo com os seguintes critérios:
    1. Para espessuras inferiores a 0,15 m e para qualquer largura, a unidade de medição será o m;
    2. Para espessuras iguais ou superiores a 0,15 m e largura inferiores a 0,40 m, a medição será em m;
    3. Para espessuras iguais ou superiores a 0,15 m e larguras iguais ou superiores a 0,40 m, a medição será em m3
  6. A medição de placas de espessura inferior a 0,15 m será realizada em m2. No caso da espessura ser igual ou superior a esta dimensão, a unidade de medição será o m3
  7. Regra geral, a medição dos elementos não considerados nas alíneas e) e f) será realizada em m3 excepto se estes elementos tiverem formas geométricas complexas, caso em que a medição será realizada à unidade (un).
  8. As medições de cantarias especiais, nomeadamente as obras de arte (estátuas, motivos ornamentais, etc.) serão realizadas segundo regras próprias que deverão ser convenientemente explicitadas.
  9. Os elementos de desenvolvimento curvo ou paramentos curvos serão medidos em rubricas próprias, ou, pelo menos, as suas partes não rectilíneas ou não planas.
  10. As medidas para o cálculo das medições serão obtidas do menor paralelepípedo rectangular em que for possível inscrever cada uma das peças. Excluem-se desta regra as medições feitas em m2
  11. No enunciado das medições deverão indicar-se sempre as dimensões obtidas pela utilização deste critério.

19.2 – Muros de suporte de vedação

  1. A medição dos muros e paredes, constituídos por blocos de pedra aparelhada será realizada em:
    1. m2 para espessuras inferiores ou iguais a 0,35 m;
    2. m3 para espessuras superiores a 0,35 m.
  2. Só serão feitas deduções para vãos ou aberturas com mais de 0,50 m2 por cada vão ou abertura.
  3. A medição de muros e paredes que apresentem dificuldades especiais de execução será separada em rubricas próprias.
  4. Em cada rubrica, serão considerados apenas os elementos com a mesma espessura.
  5. A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá, em geral, regras seguintes:
    1. Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas simples
    2. As alturas das paredes de fundação serão a distância entre o plano superior das sapatas e a camada de impermeabilização ou o nível superior do tosco do primeiro pavimento
    3. Em construções com estrutura resistente de outro material, as medidas serão determinadas entre as faces dos elementos resistentes.

19.3 – Paredes exteriores e interiores

  1. A medição dos muros e paredes, constituídos por blocos de pedra aparelhada será realizada em:
    1. m2 para espessuras inferiores ou iguais a 0,35 m;
    2. m3 para espessuras superiores a 0,35 m.
  2. Só serão feitas deduções para vãos ou aberturas com mais de 0,50 m2 por cada vão ou abertura.
  3. A medição de muros e paredes que apresentem dificuldades especiais de execução será separada em rubricas próprias.
  4. Em cada rubrica, serão considerados apenas os elementos com a mesma espessura.
  5. A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá, em geral, regras seguintes:
    1. Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas simples
    2. As alturas das paredes de fundação serão a distância entre o plano superior das sapatas e a camada de impermeabilização ou o nível superior do tosco do primeiro pavimento
    3. Em construções com estrutura resistente de outro material, as medidas serão determinadas entre as faces dos elementos resistentes.

19.4 – Pilares

  1. A medição dos pilares e colunas será realizada em m3 ou em un.
  2. Em qualquer dos casos, deverão indicar-se as suas características geométricas.
  3. Os capitéis, bases de pilares e outras obras similares, sempre que não constituam um conjunto monolítico com o fuste, serão medidos em separado, segundo as regras indicadas na alínea h) das Regras Gerais deste capítulo.

19.5 – Arcos

  1. A medição será realizada em m3 ou em m.
  2. As medidas serão determinadas de acordo com a maior dimensão das superfícies que ficam aparentes na construção.

19.6 – Abóbadas

  1. A medição será realizada em m2
  2. A determinação das medidas para o cálculo das medições será realizada em projecção horizontal.
  3. A medição indicará a espessura da abóbada.
  4. As medições dos maciços de enchimento serão realizadas em rubricas próprias.

19.7 – Escadas

  1. Nesta rubrica, será incluída a medição dos elementos que constituem as escadas, nomeadamente: degraus, patins, patamares e estruturas de suporte
  2. Sempre que necessário, os elementos da alínea anterior poderão ser separados em rubricas próprias.
  3. A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições obedecerá mesmas regras dos elementos de construção equivalentes aos das escadas de alvenaria
  4. A medição de degraus isolados será realizada de acordo com as Regras Gerais deste capítulo.
  5. Os revestimentos de escadas, tais como cobertores, espelhos, guarda-chapins, rodapés e lambris serão medidos em rubricas próprias, pelas regras indicadas no sub-capítulos Revestimentos do presente capítulo.

19.8 – Guarnecimento de vãos

  1. As medições serão, em regra, ordenadas em rubricas relativas a:
    1. guarnecimentos de vãos exteriores;
    2. guarnecimentos de vãos interiores.
  2. Cada rubrica será decomposta, de preferência, de com o tipo de vão, nomeadamente portões, portas,
  3. As medições dos guarnecimentos de vãos, nomeadamente ombreiras, vergas, peitoris e soleiras, serão realizadas segundo as Regras Gerais, deste capítulo, especialmente as indicadas nas alíneas e), f) e g).
  4. As medidas para a determinação das medições são as maiores das superfícies vistas.

19.9 – Guardas, balaustradas e corrimãos

  1. As medições serão feitas separadamente, conforme as guardas ou balaustradas se situem em:
    1. escadas;
    2. varandas;
    3. coberturas
  2. Regra geral, a medição será realizada em m para o conjunto dos elementos, sendo as medidas determinadas pelo desenvolvimento do corrimão.
  3. Sempre que necessário, a medição dos vários elementos componentes (corrimãos, balaústres, etc.) pode ser feita separadamente pelas regras indicadas nas Regras Gerais deste capítulo.
  4. Os troços curvos dos corrimãos poderão ser medidos à unidade (un).

19.10 – Revestimentos

  1. Sempre que a estereotomia das peças que constituem os revestimentos estiver perfeitamente definida, a respectiva medição será realizada de acordo com as Regras Gerais deste capítulo.
  2. No caso de revestimentos com placas de menos de 0,15 m de espessura, a medição deverá ser realizada em m para o conjunto das peças de idêntica espessura, devendo indicar-se sempre as dimensões das placas.
  3. Quando a estereotomia das peças não estiver definida, a medição deverá ser indicada com a designação de “quantidades aproximadas”.

Índice

Notas gerais

Estaleiro

Estrutura

Arquitectura

Arranjos exteriores

  • 27 - Pavimentos exteriores
  • 28 - Pavimentos betuminosos
  • 29 - Jardins
  • 30 - Mobiliário urbano
  • 31 - Vedações

Instalações especiais

Reabilitação

  • 37 - Reabilitação de alvenarias
  • 38 - Reabilitação de betão armado
  • 39 - Reabilitação de cantarias
  • 40 - Reabilitação de carpintarias
  • 41 - Reabilitação de serralharias
  • 42 - Reabilitação de estuques
  • 42 - Reabilitação de azulejos