Critérios de medição de carpintarias

02/01/2022Critérios de medição

21.1 – Regras gerais

  1. As medições serão realizadas de modo a que os elementos com as mesmas funções construtivas sejam individualizados e descritos, em rubricas próprias, de acordo com as suas principais características, nomeadamente:
    1. Características principais e secundárias, e classes de escolha;
    2. Secções nominais e forma dos elementos constituintes;
    3. Meios de fixação e ligação entre peças e de assentamento dos elementos;
    4. Teor de humidade;
    5. Tipo de preservação das madeiras;
    6. Tipo e qualidade do acabamento;
    7. Condições de execução.
  2. Regra geral, a medição englobará as operações de fabrico, fornecimento e assentamento, incluindo os elementos principais e acessórios, nomeadamente: ferragens, vedantes, bites, etc.
  3. Sempre que for conveniente, as operações da alínea anterior poderão ser consideradas em rubricas separadas
  4. Os elementos curvos ou com superfícies curvas deverão ser sempre medidos em rubricas separadas.
  5. Quanto a ferragens, deverão enunciar-se as suas características principais, nomeadamente:
    1. tipo de ferragem;
    2. natureza dos metais ou das ligas, ou dos seus elementos principais;
    3. dimensões;
    4. meios de fixação;
    5. tipo de protecção e acabamento.
  6. Regra geral, a pintura e outros acabamentos semelhantes (envernizamento, enceramento, etc.) serão considerados no capítulo relativo a Pinturas, principalmente quando estes trabalhos forem executados no estaleiro da obra

21.2 – Portas de madeira

  1. Regra geral, a medição será realizada a unidade (un), para a conjunto dos elementos principais e acessórios, com indicação das seguintes características, além das indicadas nas Regras Gerais deste capítulo:
    1. constituição
    2. tipo de movimento ou modo de abrir;
    3. número de folhas móveis e fixas
    4. dimensões;
    5. tipo de ferragens.
  2. As medições serão efectuadas separadamente, conforme as elementos se situem em:
    1. paredes exteriores;
    2. paredes interiores;
  3. No enunciado da medição, deverá indicar-se sempre as medidas dos elementos e as dimensões totais entre faces do enquadramento do vão ou entre faces do guarnecimento do vão no caso deste não ser de madeira.
  4. Os guarnecimentos de vãos de portas serão medidos separadamente em rubrica própria A medição dos guarnecimentos será feita em m, com indicação das respectivas secções.
  5. A medição de grades e caixilhos fixos, ainda que de dimensões diferentes, compostos por elementos semelhantes, poderá ser realizada conjuntamente em m2
  6. A medição dos vidros será incluída no capítulo relativo a Vidros.
  7. Sempre que for conveniente, as ferragens e outros elementos secundários poderão ser medidos separadamente em rubricas próprias sendo, neste caso, a medição de cada peça realizada à unidade (un), excepto os elementos com forma de perfil ou de fita que serão medidos em m.

21.3 – Escadas

  1. As escadas de madeira, regra geral, serão medidas à unidade (un), incluindo todos os seus elementos principais e acessórios com o número de degraus e das suas dimensões principais.
  2. Sempre que for conveniente, os diversos elementos das escadas podem ser medidos separadamente em rubricas próprias.
    1. As unidades e critérios de medição a aplicar neste caso serão os indicados noutros sub-capítulos relativos a elementos semelhantes.
    2. Assim, as guardas seriam consideradas no sub-capítulo Guardas, balaustradas e corrimãos, e os cobertores, espelhos e rodapés, no sub-capítulo Revestimentos e guarnecimentos de madeira.
  3. Regra geral, a medição será realizada à unidade (un), para o conjunto dos elementos principais e acessórios
  4. Os patamares, para efeito de medição, serão sempre considerados como fazendo parte dos pavimentos.

21.4 – Guardas, balaustradas e corrimãos

  1. As medições serão feitas separadamente, conforme as guardas ou balaustradas se situem em:
    1. escadas;
    2. varandas;
    3.  
  2. Para o caso das guardas de escada ver o sub-capítulo Escadas.
  3. Regra geral, a medição do conjunto dos elementos da guarda será realizada em m, sendo as medidas determinadas pelo desenvolvimento do corrimão.
  4. Sempre que necessário, a medição de cada um dos elementos das guardas e balaustradas pode ser feita separadamente, sendo, neste caso, os balaústres medidos à unidade (un) e os outros componentes em m.
  5. Os troços curvos das guardas, balaustradas e corrimãos serão medidos separadamente à unidade (un).

21.5 – Revestimentos e guarnecimentos

  1. Regra geral, as medições serão realizadas de acordo com as regras indicadas no capítulo Revestimentos, sendo no entanto incluídas neste capítulo quando estes trabalhos forem realizadas pelo empreiteiro de carpintarias.
  2. Os rodapés e as sancas serão discriminados em rubricas próprias, com a indicação da sua secção. A medição será realizada em m. O comprimento será medido sobre o paramento em que estiverem colocados.
  3. As estruturas leves ou ripado para suporte ou fixação de revestimentos serão medidos em m2. As medidas para a determinação da medição serão as dos respectivos revestimentos.

21.6 – Divisórias leves

  1. As divisórias leves e os gradeamentos de vedação serão medidos em m2 incluindo as respectivas estruturas.

Índice

Notas gerais

Estaleiro

Estrutura

Arquitectura

Arranjos exteriores

  • 27 - Pavimentos exteriores
  • 28 - Pavimentos betuminosos
  • 29 - Jardins
  • 30 - Mobiliário urbano
  • 31 - Vedações

Instalações especiais

Reabilitação

  • 37 - Reabilitação de alvenarias
  • 38 - Reabilitação de betão armado
  • 39 - Reabilitação de cantarias
  • 40 - Reabilitação de carpintarias
  • 41 - Reabilitação de serralharias
  • 42 - Reabilitação de estuques
  • 42 - Reabilitação de azulejos